-----------De
12 a 15 de outubro DE 2000, aconteceu em Divinópolis, no CEFESP (Centro
Ecumênico de formação e Espiritualidade), a quinta e
última etapa do curso de formação bíblica promovido
pela CPT/MG. Com o objetivo de reforçar o trabalho de base e a mística
da Comissão Pastoral da Terra, mais de 40 agentes de pastoral e líderes
de CEBs fizeram o curso que tinha como tema geral: TERRA NA BÍBLIA
e BÍBLIA NA TERRA. O curso compreendeu cinco etapas de 3,5
dias cada uma, desenvolvido ao longo de dois anos. Na 1ª etapa foi
feita uma introdução ao tema da TERRA DE ISRAEL/PALESTINA
E DO BRASIL. Vimos que a Palestina, embora seja uma pequena faixa
de terra, somente com cerca de 180 Kms de norte a sul e uns 80 Kms de leste
a oeste, foi e continua sendo uma região estratégica, pois
a mesma se encontra na encruzilhada entre três continentes: África,
Europa e Ásia. Na época bíblica as grandes rotas comerciais
passavam pela Palestina. Ainda hoje podemos ver em curso na terra da promessa
a luta entre “o pequeno Davi e o grande Golias”, pois hoje temos
lá, de um lado os palestinos jogando pedras (à mão
ou com estilingues) contra o exército de Israel. Este com suas armas
sofisticadas e blindados tanques de guerra mantém a ocupação
(ou invasão) da chamada “Terra Santa”. E o Brasil, com
três vezes mais terras férteis do que a China, não consegue
alimentar o seu povo, porque a terra do Brasil também está
seqüestrada em poucas mãos gananciosas. Na 2ª etapa o assunto
foi TERRA NO PRIMEIRO TESTAMENTO, com enfoque sobre LUTA
PELA TERRA NOS MOVIMENTOS MESSIÂNICOS NO BRASIL E NO MUNDO BÍBLICO.
Aqui foi dado um destaque para Lampião e os cangaceiros, Contestado,
Antônio Conselheiro e Canudos. Na 3ª etapa continuou-se no PRIMEIRO
TESTAMENTO com MITOS, TERRA E ORGANIZAÇÃO NAS CULTURAS AFRO-DESCENDENTES,
INDÍGENAS E BÍBLICA. Na 4ª etapa foi trabalhado
sobre luta pela terra no período INTER-TESTAMENTÁRIO
E NAS EPÍSTOLAS PAULINAS. Na 5a e última etapa refletimos
sobre os MOVIMENTOS CONTEMPORÂNEOS DE LUTA PELA TERRA NO BRASIL
e levantamos a pergunta “E NA BÍBLIA, JOSÉ?”
-----------Queremos
partilhar com você(s) um pouco do muito refletido e vivenciado nesta
última etapa.
-----------Depois
de uma retrospectiva sobre a luta pela terra no Brasil de 1964 para cá
e de uma apresentação com debate sobre a luta pela Reforma
Agrária liderada pelo Movimento dos Sem Terra, pelos sindicatos de
trabalhadores rurais e FETAEMG com o apoio do partido dos Trabalhadores,
nós, parodiando Carlos Drumond de Andrade perguntamos “E
na Bíblia, José?” Em outros termos, o
que a Bíblia tem a nos dizer sobre a nossa luta atual por uma autêntica
Reforma Agrária com seus desafios, dificuldades, táticas e
estratégias? Tentamos iluminar a nossa discussão a partir
do profeta Miquéias, da luta “revolucionária”
dos Macabeus e da resistência das CEBs do Apocalipse.
-----------Evocando
Ecl 3,1-8 nos perguntamos “Que hora é agora?”
Vimos que é hora de alimentar a MÍSTICA que
sustenta a luta, que dá coesão, que dá unidade na diversidade,
que respeita o diferente, que encoraja a co-inspiração; enfim,
é hora de reconstruir e cultivar a esperança dos deserdados
da terra.
-----------O
profeta Miquéias, os Macabeus e Apocalipse nos dizem
que o Deus misericordioso e libertador continua sussurrando e cochichando
em nossos ouvidos. Precisamos ser sensíveis para ouvirmos os apelos
e os clamores dos deserdados da mãe Terra. Perguntamos Quais
os faróis acesos e quais as forças (energias) que nos encorajam
para a luta pela/na Terra nos Movimentos contemporâneos no Brasil?
Constamos que podemos encontrar Luzes e Forças na Bíblia,
na História, com seus fatos marcantes e históricos, no cotidiano
da Vida, no miúdo do dia-a-dia, nos mártires de ontem e de
hoje, na natureza, no planeta Terra e no Universo, na arte, nas Utopias
e nos sonhos sonhados em conjunto, em livros, nas celebrações,
nas músicas, nos/nas companheiros/as, em Hebreus 12,1-4, quando nos
exorta: “Corram com perseverança...! Fixem os olhos em
Jesus Cristo...! Não percam o ânimo...!” Enfim,
tem faíscas de entusiasmo, de luzes e de resistência em muitos
“lugares”.
-----------Foi
bom recordar Miquéias (725 a 696 a.C.), um profeta
contra o latifúndio. Miquéias denunciava os abusos sociais
sobretudo contra os camponeses (Mq 2,1-5) do sul. Miquéias condenou
os chefes exploradores “que comem a carne do povo, arrancam-lhe
a pele...” (Mq 3,1-3). Miquéias é mencionado em
Jr 26,17-19. Aqui Jeremias anuncia, em 609 a.C., que o Templo e a cidade
de Jerusalém serão destruídos (Jr 26,6). Jeremias é
processado. “Os anciãos da terra” defendem Jeremias
invocando Miquéias. “Os anciãos da Terra”
são agricultores do interior e seguidores de Miquéias. A utopia
de uma sociedade transfigurada é anunciada por Miquéias quando
ele afirma: “De suas espadas vão fazer enxadas, e de suas
lanças farão foices.” (Mg 4,3). E em Mq 5,2 anuncia
que o novo rei salvador não virá de Jerusalém, onde
residem os reis atuais. “Virá de Belém,
tão pequena...”.
-----------Foi
animador estudar a REVOLTA DOS MACABEUS (de 167 a.C. até
63 a.C.), onde constamos tratar-se de uma resistência “nacionalista”
por soberania em nome da Fé no Deus da Vida e da Libertação.
O ponto central dessa resistência é a preservação
da identidade religiosa e cultural do povo judaico. O objetivo inicial era
a libertação religiosa, mas aos poucos se transformou em busca
de independência política. Embora com as hostilidades dos judeus,
o rei greco-helenista Antíoco Epífanes IV enviou, em 167 a.C.,
tropas para “capturar” Jerusalém (cf. 1Mac 1,29-32; 2Mac
5,23-26). Antíoco IV impôs uma guarnição grega
para vigiar a cidade que permanecia turbulenta. Em 167 a.C., ele mandou
erguer sobre o altar dos holocaustos outro altar destinado a receber sacrifícios
pagãos. Assim instituía-se o culto idolátrico no coração
do judaísmo, pois o templo era para os judeus o lugar sagrado por
excelência. Era demais! Era mais forte do que um pastor da Igreja
Universal chutar a imagem de N. Sra. Aparecida. Era chutar o próprio
Deus libertador do povo. Isto era a ofensa das ofensas, a blasfêmia
das blasfêmias. Os judeus eram também obrigados a não
mais observar o sábado, a comer refeições proibidas
pela Torá e a não mais circuncidar seus filhos (1Mac 1,44-59).
Era um desrespeito total à religião e à cultura judaicas.
Segundo 2Mac, Antíoco IV mandara erguer no templo uma estátua
de Zeus Olímpico; Este era o deus eminente dos gregos,
deus do sol, soberano, senhor das tempestades e da fecundidade. O rei Antíoco
Epífanes IV ordenara a realização de sacrifícios
pagãos e autorizara a prostituição sagrada; a celebração
das festas judaicas fora suprimida e substituída por celebrações
mensais em honra do deus Dionísio; igualmente as prescrições
referentes à pureza alimentar e à circuncisão ficavam
proscritas (2Mac 6,2-10; cf. Dn 11,31.36-39).
-----------Neste
contexto a revolta dos Macabeus com defesa armada começou com um
pequeno grupo reunido por Matatias e seus filhos. Matatias, intimado a fazer
sacrifícios segundo o rito grego, matou o emissário do rei
e fugiu com seus filhos e alguns partidários (cf. 1Mac 2,1-4.15-28).
Aliou-se aos assideus e começou a empreender expedições
punitivas contra os judeus helenistas (1Mac 2,42-48). Matatias foi morto,
após alguns meses, em 166 a.C., deixando o comando ao seu filho Judas
Macabeu (1Mac 3,1). Muitas operações foram realizadas até
que em 164 Judas e seus seguidores conseguiram reconquistar o Templo, realizar
a sua purificação e mandar restabelecer o culto javista na
sua integridade. 2Mac 7 conta a tortura e o assassinato com requintes de
crueldade de uma mãe com seus sete filhos. Motivo: Se negavam a
“comer produtos importados pelo Império invasor.”
(2Mac 7,1) Queriam ser fiéis ao Espírito original da Aliança
com Javé, o que implicava valorizar as próprias raízes
culturais e religiosas. Temos que nos “envenenar” tomando “Coca-cola”
invés de leite ou suco de frutas?
-----------A
literatura bíblica apocalíptica nos ajuda a reconstruir (e
cultivar) a Esperança e resistir em tempos de repreensão,
opressão e repressão imperial. As CEBs do Apocalipse vivem
em tempos de caos e de exclusão, perdidas no meio de um imenso Império,
onde não conseguem mais identificar o inimigo; este se torna invisível.
Os cristãos descobrem que em tempos de ditadura política e/ou
econômica quem levanta a voz para denunciar as opressões deve
esconder a cabeça para que não seja “degolado”.
Por isso o Ap tem linguagem simbólica como meio de denunciar tentando
preservar a vida dos denunciantes.
-----------Em
Dn 2,31-45 fala-se de um sonho do rei Nabucodonosor no
qual ele viu uma grande estátua cuja cabeça era de ouro, o
peito e os braços de prata, o ventre e as coxas de bronze, as pernas
de ferro, os pés em parte de ferro, em parte de argila;
uma pedra, que se destacou “sem intervenção” de
mão alguma, pulverizou esta estátua, da qual nada restou;
a pedra transformou-se em grande montanha que recobriu toda a terra. Segundo
Daniel, cada um dos metais representa um império: a cabeça
é o próprio Nabucodonosor e o reino de ferro esmagará
tudo, mas a mistura de ferro e argila representa sua fragilidade;
O que vai subsistir é o Reino de Deus, efetivado a partir da argila
(Gn 1-2), da fragilidade, da força e da lógica do amor. O
império é um gigante, mas com pés de barro. Devemos
identificar e atacar o tendão de Aquiles, “os pés
de barro” (as fragilidades) do Império.
-----------O
Ap revela o “céu”: torna visível a dimensão
oculta, transcendente e profunda da história. O Ap é “algo
mais” em relação à Bíblia (Torá,
Profetas e Sapienciais).
-----------Situando-se
na caminhada as CEBs os cristãos descobrem que o plano está
conforme a vontade de Deus. E dizem: “É Deus que nos conduz.
Deus está no volante da História. Vamos continuar a resistência.”
-----------Veja
se você consegue identificar a História na seguinte leitura
apocalíptica atualizada:
-----------“Tive
uma visão. Após um período de seis anos de
guerras e matanças, de fome e destruição, a paz se
estabeleceu no mundo inteiro. Mas foi por pouco tempo. Terminou a guerra
quente, começou a guerra fria. Um anjo gritou: “Os que
querem a guerra e a morte estão avançando. Eles agem com muita
raiva, pois o tempo deles está limitado!”
-----------Então,
foi aberto o Primeiro Selo: E aquele que detinha o poder, chamado
por todos ‘Pai dos Pobres’, foi destituído e se matou
para poder viver no coração do povo!
-----------Então,
foi aberto o Segundo Selo: E os que foram instituídos para
defender o povo e manter a ordem e a segurança enganaram o povo e
estabeleceram a desordem por três vezes sete anos.
-----------Então,
foi aberto o Terceiro Selo: E aquele que era visto como o salvador
da pátria, na hora da posse, foi derrubado e pela doença e
o país ficou à deriva sem rumo, por cinco vezes doze meses.
-----------Então,
foi aberto o Quarto Selo: E aquele que tinha sido indicado pelos
pobres para reconduzir o povo para a paz foi derrubado nas urnas pela mentira
collorida, e o país caiu nas trevas.
-----------Então
foi aberto o Quinto Selo, e ouvi a voz do povo, prisioneiro do
salário mínimo, sacrificado no altar da Pátria Real,
gritando em alta voz: ‘Até quando, Senhor?’
E foi lhes dito; ‘Agüentem mais um pouco de tempo só,
pois logo virá o fim e a paz ser restabelecida para sempre!”
-----------Então
foi aberto o Sexto Selo. Um tumulto se fez no céu. O sol
escureceu, a lua sangrou, a terra tremeu, o mar transbordou, as estrelas
caíram. Dos quatro cantos do universo avançavam os anjos gritando:
‘Enfim será restabelecida a Ordem que Deus quis quando
criou o mundo!” Os grande do mundo tremeram em seus palácios.
Uma voz gritou: ‘É o começo do fim!”
-----------Quando
abriram o Sétimo Selo, um silêncio percorreu
a terra. O universo inteiro cantava um canto novo: “Amém!
Aleluia! Nós te damos graças, Senhor, porque assumiste teu
grande poder e passaste a reinar. Enfim, a injustiça foi eliminada
e destruída. A reforma agrária foi feita. Agora todos têm
o seu lote, sua casa, seu quintal. Acabou-se a violência. Todos vivem
com segurança, sem medo. O céu baixou entre nós! A
paz chegou e o povo é feliz para sempre! Amém! Aleluia!”
-----------Em
Ap 12,1-17 temos o conflito entre uma mulher e um dragão.
A mulher aparece como sinal de vida: está grávida e a ponto
de dar a luz a um filho homem. O dragão é sinal de morte:
está lá para matar o filho da mulher; além disso, com
seu rabo, arrasta uma terça parte das estrelas. O confronto é
entre a vida e a morte. A vida aparece formosa, porém débil
e frágil; a morte aparece como uma força horrorosa e poderosa.
A mulher dá à luz não em “Belém”,
mas no “Gólgota”. Refere-se às dores e ao tormento
do nascimento do Messias na cruz; é o nascimento do Homem Novo na
cruz. A mulher do Apocalipse foge para o deserto, mas não foge do
mundo; foge do centro do poder. Ap 12,1-6: Deus toma posição
a favor da vida ameaçada de morte.
-----------Em
Ap 13,1-14,5 fala-se de duas bestas. Ap 13,1-10: A visão
da primeira besta, que vem do mar: caos, fonte do mal e é do Mar
Ocidental que onde vem os romanos. Em 17,9 explica-se que as sete cabeças
são sete colinas e sete imperadores, e em 17,12 diz que os dez chifres
são dez reis. Ap 13,11-18: A visão da segunda besta (é
o falso profeta: 16,13; 19,20; 20,10). Por trás do Império
está Satanás. At 13,3: “ferida de morte e foi curada”
pode referir-se ao mito de Nero ressuscitado (Nero redivivus: Nero teria
escapado milagrosamente da morte no ano 68 e, depois de raptado, teria voltado
à terra para vingar-se de seus inimigos). Mas a ênfase está
no “ferido de morte”, significando que o Império
já perdeu a luta no céu e vai ser derrotado. Não tem
como escapar. A primeira besta representa o poder político supremo
(muito semelhante ao do império helenístico de Antíoco
Epífanes, em Dn 7). A segunda besta representa o poder ideológico
responsável pela propaganda do Império; é o mensageiro
da idolatria do sistema, lançando mão da divinização
do Imperador (13,14).
-----------Vendo
as coisas a partir de baixo, Ap 13.17 e 18 descrevem as estruturas imperiais
como uma grande Besta, a quem o Dragão, a velha serpente, entregou
o domínio sobre o Mundo (Ap 13,3). Uma segunda Besta, “falso
profeta”, tenta levar a terra inteira a adorar a primeira besta. Cf.
o poderio de Roma: Ap 17,4.15.18. Mas o poderio vai cair (8,2.21) e vai
ser muito lamento dos embriagados pela riqueza. Os primeiros a lamentar
serão os reis da terra (18,9-10). Com Jesus podemos descobrir como
era a estrutura de poder do Império romano: Jesus é julgado
pelo Sinédrio, presidido pelo sumo sacerdote que era nomeado pelo
procurador Pôncio Pilatos. Este, por sua vez era nomeado pelo imperador.
Enfim, a palavra do Imperador era lei para todos. Os segundos que lamentam
são os mercadores (Ap 18,11), pois as mercadorias sãos um
luxo só (a8,12-13). Também o comércio por via marítima
era muito forte (18,17). O transporte via mar era mais barato, mas muito
perigoso. Um dos maiores castigos que um condenado poderia receber era servir
de remador em um barco.
-----------O
futuro que surge no fim da caminhada vem como dom de Deus e como fruto da
luta do povo que procurou ser fiel. O véu é tirado totalmente.
O futuro que Deus oferece está em gestação no escondido
da história. “João” tira um slide dos momentos
mais bonitos, vividos com Deus no passado e no presente, coloca a lâmpada
da fé atrás e projeta tudo na tela do futuro. (cf. Ap 21,1.4.525;
22,5). O futuro que Deus oferece é: a) uma Nova Criação;
b) um novo Paraíso Terrestre; c) Uma Nova Aliança (21,3.7),
onde ninguém se perde no anonimato da massa, nem no individualismo
de uma fé que só pensa em si; d) Uma nova organização
das “doze” tribos (o número 12 está em tudo: 21,12-21;
22,2); e) Uma nova Cidade Santa, Jerusalém (21,14-19.21.26-27); f)
Um povo renovado, bonito como uma noiva (21,2); g) Ele mesmo, Deus tudo
em todos (21,2.3.4.6.7). No futuro que Deus oferece, não haverá
mais necessidade do sol, nem de lua, nem de Lâmpada (Ap 21,23; 22,5).
Como a luz do sol que ilumina tudo, assim será a presença
amiga de Deus! A sua glória iluminará tudo, assim será
a presença amiga de Deus! Tudo será luz!
-----------Alguém
teve o seguinte sonho: O Cristo ressuscitado convidou alguém para
passear pelo jardim. O convidado perguntou: “Senhor, quando tu
andavas pela palestina, tu nos disseste: Eu voltarei. Quando o Senhor voltará?”
Cristo ressuscitado respondeu: “Quando você tiver uma consciência
tão profunda que você nem mais pensa nela, quando você
viver em comunhão com tudo, eu terei vindo.”